quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Nenhum dos dois era perfeito.

Conta-nos uma antiga parábola que, certo dia, um alfinete e uma agulha encontraram-se numa cesta de costuras.

Estando os dois desocupados, começaram a discutir, porque cada um se considerava melhor e mais importante do que o outro:

- "Afinal, qual é mesmo a sua utilidade?" disse o alfinete para a agulha. "E como pensa você vencer na vida se não tem cabeça?"

- "A sua crítica não tem a menor procedência" respondeu a agulha rispidamente. "Responda-me agora: de que te serve a cabeça se não tem olho? Não é mais importante poder ver?"

- "Ora, e de que lhe vale seu olho se há sempre um fio impedindo a sua visão?" retrucou o alfinete.

- "Pois fique sabendo que mesmo tendo um fio atravessando o meu olho, eu ainda posso fazer muito mais do que você."

Enquanto se ocupavam nessa discussão, uma senhora pegou a cesta de costura, desejando coser um pequeno rasgo no tapete.

Enfiou a agulha com linha bem resistente e se pôs a costurar o mais rápido que pôde.

De repente a linha emaranhou-se, formando uma laçada que dificultou o acabamento da costura.

Apressada, a mulher deu um puxão violento que rompeu o olho da agulha.

Tendo que ultimar aquele trabalho, ela amarrou a linha na cabeça do alfinete e conseguiu dar os pontos finais; mas na hora de arrematar, a cabeça do alfinete se desprendeu.

Impaciente com tudo, jogou a agulha e o alfinete na cesta e saiu resmungando.

Ambos estavam enganados:

O alfinete e a agulha!

Nenhum dos dois era insubstituível.

Nenhum dos dois era perfeito.

Nenhum dos dois era tão versátil que pudesse julgar-se com o direito de se considerar melhor do que o outro.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Dois Pesos e Duas Medidas


Todos dizemos "dois pesos e duas medidas", mas o termo tem a sua origem com Sócrates, um dos maiores filósofos gregos e o correcto é "um peso, duas medidas". Diariamente deparo-me com essas situações. As pessoas que trabalham não merecem nada a não ser trabalhar e o grupo "panelinha", consegue benefícios mil. As pessoas sérias, competentes que cumprem suas obrigações com eficiência, que não costumam faltar ao trabalho, excepto numa situação de doença grave ou por que aconteceu algo muito problemático o que os leva, dentro da sua honestidade tirar uma licença médica, o que é legal, e assim justificar a sua ausência. Outras pessoas que vivem do "lambe-lambe", bajulações ou outros tipos de falcatruas conseguem com o apoio da chefia imediata, viajar, ir à praia ou fazer "cursos" dentro do seu horário de expediente fazer várias coisas com o apoio total da administração, que ainda os elogia, tornando-os exímios funcionários e ainda indicando esses mesmos seres para ocupar cargos comissionados. Esses factos ocorrem várias vezes, onde o não fazer é fundamentalmente importante para que se consiga ascensão. Para mim pessoas desse tipo não merecem o meu respeito. Conseguir coisas às custas de malandragem, faz com que esses seres viventes se tornem "pobres" demais perante os meus olhos. E tenho dito!
O observador