
Caros companheiros,
depois deste fim-de-semana fiquei decepcionado com a politica e com pessoas as quais tinha grande admiração partidária pela posição menos correcta que tomaram. Foi com desagrado que eu e com certeza todos os meus companheiros vimos a direcção politica do nosso PSD compactuar com um espectáculo que de sincero não teve nada e que nada mais fez que passar do que uma imagem debilitada da nossa juventude, tudo porque quiseram obdecer a um programa previsto. Pena que estes não se aperceberam que os seus discursos por mais bem preparados que fossem ficaram descridibilizados perante tal situação. Mais tarde em casa num almoço familiar também os meus ficaram incrédulos com essa tomada de posse e não com um adiamento depois que todas as situações menos claras ficassem resolvidas. Os discursos poderiam ter sido reformulados por parte da nossa presidente e poderia ter havido da mesma maneira a oportunidade para a tão desejada rentré politica mas nunca proclamando um lider corrupto.
Companheiros mas não vamos desistir, não vamos abandonar a nossa cor politica, não vamos abandonar os ideiais do nosso partido e não vamos dar ouvidos a meras personalidades que formando um núcleo duro pensam que podem passar por cima de tudo e todos.
É cada vez mais difícil, encontrar forças humanas de mobilização como o fundador do PSD, pessoas capazes de pensar no futuro de forma tão inovadora quanto contestada. Numa época em que o descrédito da classe politica é grande, eu diria até que só alguém com o carácter de Sá Carneiro teria a força capaz de inverter este marasmo em que vive a politica e os políticos em Portugal. Não sei se sozinho o fosse conseguir. Mas estou certo de que os jovens iriam encarar toda esta problemática com outros olhos.
Li em algum sitio o seguinte: "Diz-se mesmo que, em matéria de maus comportamentos políticos, as estruturas jovens dos partidos são a melhor "escola do crime". Na verdade, os infantes limitam-se a fazer funcionar as estruturas partidárias em que se inserem como uma espécie de antecâmara do poder, copiando em tudo (sobretudo nos maus exemplos) o modus operandi dos partidos-mãe."
Não vamos fazer com que isto aconteça.
Desde sempre os partidos tiveram vozes criticas, a chamada voz da consciência, acredito que a nós foi deliberada essa função e que por isso não vamos desistir nem renunciar à nossa cor politica, para eles seria um regojizo tal coisa.
A nossa equipa demonstra união e acredito que juntos ainda nos vamos encontrar em grandes lutas politicas.
Com os melhores cumpts.
André de Medeiros Vicente
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